sexta-feira, 23 de outubro de 2026

TSE dá 24h para Meta e X explicarem distribuição de material político

 


O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu prazo de 24 horas para que a empresa Meta – responsável pelas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp – e a rede social X revelem detalhes sobre a remoção de publicações e a forma como distribuem conteúdos de cunho político a seus usuários. 

Cueva é relator de um processo aberto pela campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, que alega haver um favorecimento nas plataformas de conteúdos ligados ao candidato Flávio Bolsonaro, adversário no segundo turno da corrida presidencial. 

Para ilustrar o tratamento desigual, a campanha de Lula citou a remoção de um vídeo do projeto Revelando apresentado pelo artista MC Cabelinho, que contém críticas a Flávio e foi retirado da rede social Instagram na quinta-feira (22), pouco depois de ser lançado, sob alegação de uso excessivo de Inteligência Artificial. 

Para o corregedor eleitoral, diante da proximidade da votação no domingo (25), o episódio “justifica a adoção de providências destinadas a esclarecer os fundamentos da remoção e a assegurar sua pronta reavaliação".

O ministro, contudo, ressalvou que os elementos apresentados até o momento não permitem concluir que o vídeo recebeu “tratamento diferenciado em razão de sua orientação político- eleitoral". Ele determinou à Meta que submeta o material à revisão humana. 

Outra alegação da campanha lulista é que anúncios pagos pelas campanhas oficiais estariam tendo alcance distinto nas redes sociais, com menor distribuição de conteúdos ligados a Lula. A campanha lulista aponta ainda um alcance desproporcional entre conteúdos, com favorecimento a conteúdos do campo adversário. 

A defesa de Lula reclama também de tratamento desigual pela ferramenta de IA Grok, que funciona embutida no X, que apresentaria comportamento distinto quando confrontada com questionamentos semelhantes a respeito das duas candidaturas. 

Em informações apresentadas ao presidente do TSE, ministro Munes Marques, nesta semana, a Meta negou tratamento diferenciado entre as campanhas e afirmou respeitar todas as regras da Justiça Eleitoral. 

Nesta sexta (23), Nunes Marques deve realizar uma última reunião com representantes das principais redes sociais - como Instagram, Facebook, TikTok e Kwai - antes do segundo turno. 

Agência Brasil

Datafolha aponta empate em 50% entre Lula e Flávio


 

O presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão com 50% dos votos válidos cada um na nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da eleição presidencial.

O resultado indica empate técnico entre os candidatos, considerando a margem de erro. O levantamento foi contratado pela Globo e pela Folha de S.Paulo.

Na pesquisa de intenção de voto geral, Flávio Bolsonaro aparece com 47%, enquanto Lula registra 46%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos, configurando empate técnico. Outros 5% dos entrevistados afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 2% permanecem indecisos.

Na pesquisa anterior, divulgada na semana passada, Flávio tinha 47%, enquanto Lula registrava 45%.

O levantamento ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026.

MaisPB

Lucas Ribeiro cobra explicações de secretário após foto com adesivo de Flávio Bolsonaro: “É muito estranho”

 



O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), classificou como “muito estranho” o fato de o secretário de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETDE), Vital Costa, aparecer usando um adesivo do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL–RJ). Nesta sexta-feira (23), o governador anunciou que vai conversar com o auxiliar para esclarecer o episódio, que repercutiu nas redes sociais.

Vital Costa, ex-prefeito de Araruna, chamou atenção na quarta-feira (21) após aparecer em uma foto com um adesivo de Flávio Bolsonaro colado no peito. A imagem gerou questionamentos sobre o posicionamento político do secretário, que integra a gestão estadual alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista ao programa Jornal da Integração, da Rádio Integração de Bananeiras, 102.3, Lucas reafirmou sua defesa da reeleição de Lula e destacou a parceria entre os governos estadual e federal. “Todo mundo sabe a minha posição política e o que eu tenho defendido, de forma muito bem definida aqui, que é a reeleição do presidente Lula”, declarou.

Ao comentar a imagem envolvendo o secretário, o governador cobrou esclarecimentos sobre o episódio. “É muito estranho alguém que está dentro do governo ter uma imagem daquela forma. De fato, é necessário uma explicação”, afirmou Lucas, que coordena a campanha de reeleição do presidente na Paraíba.

O governador confirmou que marcou um encontro com Vital Costa ainda para esta sexta-feira (23). “Marquei de me encontrar com o secretário para dialogar e entender o que aconteceu. Para o nosso governo, é fundamental essa parceria com o presidente Lula”, concluiu.

Fonte 83

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Cuité recebe três novas ambulâncias para reforçar atendimento no Hospital Municipal

 



A estrutura da saúde em Cuité ganhou mais reforço nesta segunda-feira (19), com a chegada de três ambulâncias zero quilômetro de suporte básico e de grande porte, destinadas ao Hospital Municipal. Os veículos vão ampliar a estrutura de transporte de pacientes da zona urbana e rural e dar suporte às transferências para outras unidades de saúde da Paraíba.

A aquisição dos veículos ocorreu por meio de processo licitatório, com recursos provenientes de emendas parlamentares de custeio. 

Com o reforço, o hospital passa a contar com quatro ambulâncias de grande porte.

Para o prefeito Caio Camaraense, a chegada das ambulâncias representa um avanço para a assistência à população, especialmente para quem depende dos serviços públicos de saúde em momentos de maior necessidade.

“Esses veículos chegam para fortalecer o atendimento do nosso hospital municipal. A nossa gestão continua comprometida a trabalhar para que todos de Cuité tenham acesso a um serviço de saúde cada vez mais estruturado”, destacou o prefeito.


Ascom PMC

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

UM TIRO QUE PODE SAIR PELA CULATRA



 UM TIRO QUE PODE SAIR PELA CULATRA
Por Ramilton Marinho


(Breve reflexão de um professor do campus de Cuité)

No início dos anos 2000, mudei-me para Cuité para terminar de escrever minha tese de doutorado. À época, com a ressaca do ocaso da cultura sisaleira, ocorrido nas décadas anteriores, o fracasso da fruticultura e nenhuma perspectiva de futuro, a cidade parecia fadada ao completo fracasso e ao esquecimento. Como um povoado fantasma, o comércio encolhia, o setor de serviços decaía e nenhuma perspectiva se apresentava aos jovens, enquanto, na praça, dormitavam os dois únicos mototaxistas existentes.

Foi quando, em 2005, tive a honra de participar de um projeto revolucionário do governo Lula no campo da educação: implantar campi universitários em cidades de médio porte, com o objetivo de promover a inclusão educacional e o desenvolvimento social e econômico da região. Por iniciativa do ministro da Educação, Fernando Haddad, e do reitor Thompson Mariz, foi criado o Planexp, uma comissão formada pelo professor Márcio Caniello, por Martinho Salgado e por mim, cujo trabalho deu origem aos campi de Cuité, Sumé e Pombal.

Assim, voltei à minha terra como o primeiro professor do campus de Cuité, para auxiliar na construção desse campus, que se tornou um dos mais belos e bem-sucedidos do país.

Depois de uma década, Cuité era outra cidade. Quantos alunos de famílias pobres conseguiram concluir um curso superior? Quantos estavam cursando especialização, mestrado e doutorado? Quantos já faziam parte do mercado de trabalho? Uma verdadeira revolução nas perspectivas sociais ocorreu pelo incontestável caminho da educação.

Com o ingresso dos alunos formados como professores nas escolas da região e por meio dos projetos institucionais, conseguimos ajudar a transformar também o ensino fundamental e médio.

Mas não ficou só nisso! O ICMS e o ISS arrecadados no município aumentaram mais de cinco vezes; a indústria da construção surgiu e prosperou; cresceram significativamente os setores de comércio e serviços; abriram-se novas oportunidades culturais e sociais, e novos postos de trabalho foram criados. Cerca de 60 mototaxistas circulavam, então, pelas ruas, alguns alternando essa atividade com outras.

Eram quase 2.000 alunos, 130 professores, 45 técnicos e 116 trabalhadores terceirizados (pessoas da cidade que atuavam como vigilantes, motoristas, porteiros, cozinheiros, recepcionistas, pedreiros etc.). O campus tinha quase mil alunos recebendo bolsas de estudo, pesquisa ou extensão, muitos deles morando definitivamente ou parte do tempo na cidade.

Por meio de salários e bolsas, eram injetados, anualmente, mais de 15 milhões de reais na economia local. Sabiamente, o projeto do governo previa isso: educação, inclusão e desenvolvimento.

A despeito das críticas ao PT, muitas das quais compartilho, acho difícil que algum cuiteense desconheça a importância e a necessidade desse projeto para toda a nossa região.

O candidato Bolsonaro, talvez por medo ou inveja de quem estuda, por completa ignorância sobre o tema ou por seguir os interesses de setores que querem mercantilizar cada vez mais a educação, põe em risco esse projeto, que já está sendo sacrificado pelo governo atual. As ofensivas dele e de seus asseclas contra o ensino superior são claras e ferozes.

Ao capital não interessa o sucesso coletivo, mas, principalmente, o lucro e os interesses de grupos. Muitos apoiam abertamente esse candidato.

Pense nisso! Esse é um tiro que pode sair pela culatra.

Não merecemos reviver a sina de uma cidade fantasma!


Ramilton Marinho — Professor Titular da UFCG, Campus Cuité

Texto escrito em 2018, mas, infelizmente, mais atual do que nunca.

sábado, 17 de outubro de 2026

Padre Edjamir Silva Souza: – O teatro do poder e a armadilha da hipocrisia

 



Nas últimas semanas ouvimos Jesus falando em parábolas sobre o Reino de Deus e a sua justiça; porém, diferente das parábolas bucólicas do início de seu ministério (como o grão de mostarda ou o fermento) Ele passa a utilizar narrativas de forte teor profético, escatológico e de enfrentamento direto.

Ao longo da semana escutamos Jesus endurecendo o discurso e denunciando a hipocrisia das autoridades de seu tempo. Ele expõe a corrupção das lideranças, a indiferença e ingratidão, mas eles não querem ouvir isso e também não deixam muito barato as muitas acusações que Jesus faz; por isso, tentam de qualquer forma desestabilizar o ministério de Jesus com mentiras e todo o tipo de ameaças. E Jesus tem consciência disso (cf. Mt 17, 22-33. Mc 9, 31. Lc 9, 44).

No evangelho deste 29º Domingo do Tempo Comum (Mt 22, 15-21) a gente percebe que eles estão tentando algo contra Jesus. O evangelista apresenta um verdadeiro teatro de poder e uma encenação cínica: os fariseus (guardiões da lei moral) e os Herodianos (colaboracionistas do Império Romano) aliaram-se por um objetivo vil: encurralar Jesus.

Com acusações falsas eles provocam Jesus: “É licito ou não pagar imposto a César?”. Não havia resposta fácil dentro da lógica humana a ser dada. Se Jesus afirmasse que “sim”, seria aclamado como traidor do povo dominado e complacente com a opressão dos romanos. Se dissesse “não”, seria denunciado ao Império como um subversivo a ser executado.

A resposta de Jesus não é uma esquiva diplomática, mas uma resposta profética. Ele diz: “De quem é a imagem e a inscrição?”. Eles responderam: “De César”. E Jesus responde: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. A moeda que traz a “imagem” de César (Imperador Romano) vai além das questões econômicas, mas submissão existencial e a idolatria.

A resposta de Jesus é muito responsável, pois Ele sabe que seu posicionamento pode colocar as pessoas mais simples e frágeis, que Ele tanto defendeu, em situação de vulnerabilidade e ameaça. Nem a César (corrupto, sanguinário e desumano) e nem aos religiosos hipócritas, Jesus quis entregar o povo.

Dar a Deus o que é de Deus é libertar o ser humano desses esquemas ideológicos para que as pessoas tenham vida, liberdade, onde cada um possa crescer no seu direito pleno de existir como sujeito, sem armas, violência e o interesse de eliminar o outro. Jesus quer uma sociedade onde as pessoas vivam de modo mais justo, Ele sonha numa nova ordem mundial onde o pecado das desigualdades não mais exista (“novo céu e uma nova terra”).

A verdade do seu Reino é libertadora. Na psicanálise, quando o sujeito se submete a cegueira do discurso de dominação, ele passa a carregar no seu próprio corpo e na sua mente a marca e a estampa de um sistema que o “coisifica”. 

São João Crisóstomo (347--407) e São Basílio Magno (329-379) ensinavam que a moeda carregava a imagem de César, mas a alma humana, esculpida pelo sopro de vida, carregava a Imagem do Deus Vivo! César pode exigir o metal, mas não pode exigir a alma, a consciência, a liberdade, dignidade e nem o destino humano, pois isso pertence a Deus.

Quando vemos representantes do povo tomando decisões impopulares para prejudicar as pessoas ou usam de discursos cruéis e desumanos contra minorias, o senso da Palavra de Deus já denuncia de imediato que estes têm projeto de dominação que degrada o bem comum (algo tão desejado por Deus). É dessa verdade evangélica que nasce a Doutrina Social da Igreja. Ela nos ensina que o princípio supremo de toda a reflexão cristã é a dignidade inalienável da pessoa humana, criada a imagem e semelhança de Deus (cf. DSI, 105).

Desde a Encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII a igreja afirma com clareza que o trabalho humano não é uma mercadoria e nem uma engrenagem para o enriquecimento de poucos. São João Paulo II denunciou (na Encíclica Centésimus Annus) a tendência de transformar a sociedade em um mercado onde tudo se compra e se vende, reduzindo o ser humano a mero consumidor. Já o papa Bento XVI (na Cáritas in Veritatis) recordou que a economia não pode ser um espaço de selvageria ou de neutralidade quando se trata de defender a dignidade humana e a busca pelo bem comum.  

É aqui que o Evangelho da vida se torna uma espada e um grito profético para o nosso tempo. “Dar a Deus o que é de Deus” estabelece um limite inegociável contra qualquer poder, tirania ou modelo econômico que se põe como absolutos e senhores do povo. Um mercado financeiro predatório que desrespeita a lógica evangélica do bem comum será sempre a imagem de César e nunca de Deus.

O Prémio Nobel da Paz (2001), o economista Joseph Stinglitz denunciou o fundamentalismo de mercado que não gera liberdades humanas, mas potencial sistema de desigualdades e esmaga os mais vulneráveis.

Papa Francisco (na Exortação Evangelii Gaudium) ecoou o brado da doutrina social afirmando que economias liberais são sistemas que matam. Um sistema que idolatra o mercado e reduz a dignidade humana é perverso e idolátrico. Ele sacrifica o povo no altar do lucro. O profeta Amós bradou certa vez: “Vocês pisam no pobre e deixam tributos de trigo” (5, 11. 24). A verdadeira profecia não admite anestesia moral e nem o cinismo travestido de ordem.

Resgatar a dignidade humana é dar a Deus o que é de Deus, mas é também resgatar as pessoas do cativeiro da falsa ilusão de progresso quando, na verdade, submete pessoas a sistemas a patrões. A Sagrada Escritura nos ensina “é para a liberdade que Cristo nos libertou” (cf Gl 5,1).

Celebremos a conquista da redução da jornada de trabalho, pois ela decide pela vida e a integridade do trabalhador que pertence a Deus e não ao deus-mercado. Jesus, no evangelho, delimita o poder absoluto e desumano de César e dos sistemas econômicos alertando de que eles não são donos da vida e do povo.

O trabalhador reivindica o direito de dar a Deus o que é de Deus: o tempo para a vida espiritual, para a família, para os amigos, para a comunidade, para viajar e descansar, para o autocuidado. Reduzir a jornada de trabalho não é coisa de preguiçoso, como os idólatras do dinheiro e do trabalho dizem, mas para que as pessoas tenham vida para além da produção de riqueza material.

Não nos deixemos enganar pela encenação cínica de quem legitima a negação dos direitos humanos (e dos mais fracos), inclusive o usando o nome de Deus em vão, para respaldar projetos de exclusão e miséria. Dignidade humana não se decide com os Césares/patrões mercenários, mas se aprende em Deus.

Que a liturgia deste domingo mova corações e nos torne profetas da vida, do amor, da justiça social e da verdadeira liberdade humana. No final dos tempos não seremos julgados pelo que temos ou acumulamos, mas pelo quanto amamos e defendemos os irmãos que são imagem e semelhança de Deus. Qual a  imagem que você tem?

Paz e Bem!

Edjamir Silva Souza

Padre e Psicólogo.


sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Chió percorre ruas de Cuité agradecendo votação recebida

 

O deputado estadual Chió (PV) percorreu as ruas de Cuité, no início da tarde desta sexta-feira (16), para agradecer os 195 votos obtidos no município nas últimas eleições.

A visita faz parte de uma agenda de agradecimento pelas cidades onde o parlamentar recebeu votos. Utilizando um carro de som, Chió agradeceu aos eleitores cuiteenses pela confiança e pelo apoio recebido nas urnas.

Durante a passagem pelo município, o deputado também renovou o pedido de votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições.

Após a agenda em Cuité, Chió seguiria para os municípios de Nova Floresta, Picuí, Nova Palmeira e Baraúna, dando continuidade à maratona de agradecimentos pela região.

Nas eleições deste ano, Chió obteve 27.228 votos em toda a Paraíba.


Portal da Serra de Cuité