domingo, 30 de agosto de 2026

Padre Edjamir Silva Souza: –Não nos conformemos com este mundo desumano

 



Temos refletido o quanto a lógica de Deus é diferente da nossa e o quanto esses parâmetros do Reino eles são bonitos, mas desafiadores. O 22º Domingo do Tempo comum (A), domingo que rezamos e agradecemos pela vocação de nossos queridos catequistas, a Palavra nos diz: NÃO NOS CONFORMEMOS COM ESTE MUNDO.

Na 1ª Leitura (Jr 20, 7-9) escutamos Jeremias fazendo uma memória de, quando ainda muito cedo, recebendo o chamado para ser profeta. Sua missão durou 40 anos na sua cidade natal (Jerusalém). Foi um período de grave crise politica e espiritual no reino de Judá que vivia sobre ameaça de corrupção moral e religiosa do povo.

Os Babilônicos ganhavam força, destruíram os Assírios e dominaram a Palestina. A soberania do povo de Israel era mais uma vez ameaçada e destruída por outras nações. O povo abandonou a aliança com Deus adotando falsos ídolos como (Baal), confiando apenas no altar e no templo, enquanto viviam em desobediência.

Onde tem idolatria, tem injustiça social. Haviam muitas injustiças cometidas contra os mais vulneráveis. Num tempo de muita instabilidade as pessoas se agarraram ao Templo com a falsa sensação de segurança, pois o povo sempre achou que ali seria a grande jogada espiritual e nacionalista contra a invasão de outros povos. Mas, o profeta lembra ao povo que a fidelidade está necessariamente no que eles aprenderam com a escuta da Palavra (lei) e não em construções humanas (exterioridade). Para que tantas peregrinações ao Santuário se o povo não aprende a Aliança.

Jeremias, conhecido como o “profeta chorão”, enfrentou rejeições, perseguições e prisões pelos próprios lideres e sacerdotes de seu povo. Denunciou alianças politicas que punha em risco a soberania do povo, É um tipo de profecia que mexe com os interesses dos grandes, mas também com as inconstâncias e infidelidade do povo.

Todo mundo dizia que Jeremias só dizia coisa ruim, que era muito pessimista, que só desejava coisa ruim para o povo. Por isso, todos se afastaram dele (familiares e amigos). Ele conheceu de perto a solidão e ao abandono. Defendeu quem o abandonou. Foi acusado de traição por não querer compactuar com determinadas alianças que punha em risco a boa soberania de seu povo e fidelidade à aliança.

Vemos em Jeremias um profeta que abraçou com amor a sua missão. Era um homem sensível, da paz, cordial, não era de muito confronto/embate, mas isso teve um preço muito alto, pois ele viu o povo debochar daquilo que ele anunciava e nem querer ouvi-lo. Contudo, ele escuta de Deus: “Dou-te hoje o poder sobre as nações e sobre os reinos para arrancares e demolires, arruinares e destruíres, edificares e plantares” (Jr 1, 10). Não é uma missão fácil anunciar os autênticos valores do Reino frente à cegueira e vaidade do povo e a ambição de suas lideranças que esquecem a Aliança, mas acham que os templos de pedras vão salvar o povo. A Palavra e a historia já nos ensinaram que igrejas lotadas e templos enfeitados não quer dizer, necessariamente, fidelidade a Deus.

Jeremias recebeu de seu povo e seus familiares o abandono, desprezo e a solidão. E nessa hora ele experimentava momentos de tristeza e amargura. Às vezes, suas orações estavam cheias de sinceridade e amargura num dialogo duro com Deus e isso chegava às suas pregações, pois elas são verdadeiros desabafos. O trecho de hoje é um desabafo e quase uma denúncia contra Deus: “Seduzistes-me”, “Me entreguei as tuas promessas envolventes”, mas “olha o que obtive como prêmio”, “sua Palavra é para mim uma fonte de vergonha e chacota”, “você me abandonou”, “deixou-me entregue a esse povo”, “não quero mais falar teu nome”.

Mas, Jeremias não consegue seguir adiante com esse projeto, pois a Palavra de Deus que está dentro dele é muito mais forte. Ele não consegue pedir demissão de sua missão. Ele mantém firme a esperança de um dia encontrar, pessoalmente, com esse Deus que lhe seduziu e que está fortemente instalado em seu coração.    

Enfrentar situações de injustiça nunca foi fácil, alguns enfrentam e levam o nome de profetas, alguns desistem, outros transformam seu ministério em frivolidade, exterioridade religiosa, preferem o zelo pelo templo de pedra (como única identidade religiosa) do que se sujar com os cuidados do povo. O próprio povo, muitas vezes, esquecendo-se da aliança torna sua caminhada de fé uma coisa fútil e banal (terreno fértil para idolatria e regimes autoritários como a Assíria, Babilônia, etc).

Quando vemos cristãos favorecendo o enriquecimento de privilegiados ao preço da miséria de muitos, quando escutamos comentários debochados de pessoas que não tem compromisso social com o povo, mas apenas com a sua fantasia de burguesia, um mundo que não cuida bem das crianças, dos idosos, dos doentes (porque eles são despesas e não produzem nada de riquezas para sustentar empresários), dos em situação de baixa renda, isso brada o céu. Dar voz a quem não é ouvido, cuidar bem dos pobres e excluídos é uma luta cansativa, mas envolvente e divina: “Seduzistes-me, Senhor”.

Temos consciência disso? Qual o lugar que a Palavra de Deus ocupa em nós e o quanto a gente a ama? Quantas contrariedades suportamos por causa da Palavra de Deus? 

Na 2ª Leitura (Rm 12,1-2) continuamos a ouvir Paulo nos instruindo sobre a salvação em Cristo. Viver os ensinamentos de Jesus é culto VIVO, SANTO E AGRADÁVEL a Deus. Oferecer-se inteiramente a Deus é também saber fazer uma escala de valores nas coisas que me colocam dentro da dinâmica do Reino e as coisas injustas que me distanciam dele. O cristão deve ter o bom senso daquilo que o fecha no seu egoísmo e pecado. Sem mudança de coração e mentalidade não há coerência. Para onde Deus está apontando teu caminho? É a Palavra de Deus a causa de tua alegria ou os ritualismos frívolos? O culto que Deus quer de nós é uma vida santa vivida no amor e doação. Que culto estamos prestando a Deus?

No Evangelho (Mt 10,21-27) a Cruz está mais próxima de Jesus e a catequese dela é mais frequente. Jesus viu as multidões que o seguiam deixando ele para traz, às líderes e boa parte do povo já tinha demonstrado rejeição ao projeto de Jesus. Um pequeno grupo ainda resiste ao lado Dele. A catequese da cruz não é atrativa.

Jesus tinha clareza que os confrontos que ele teve lhe serão causa de crucificação, mas Ele não se demite de sua função e, ainda, continua a catequese da cruz. Pedro, faz resistência não concordando com esse final e lhe faz uma dura oposição. Os discípulos querem triunfo e sucesso, mas Jesus lhes oferece outra lógica.

O plano de Deus não passa por este esquema de triunfos humanos e domínios, mas por uma entrega as pessoas até ultimas consequências. Pedro reproduz aquelas tentações que Jesus enfrentou no deserto contra os planos de satanás. E Jesus lhe dá a mesma resposta que deu a satanás: “vai para longe, satanás” (16, 23). As ideias e as palavras de Pedro são as mesmas das tentações e a intenção de distanciar Jesus do seu projeto é a mesma.

Jesus diz aos discípulos que quem deseja segui-Lo, deve renunciar a si mesmo e tomar o caminho da cruz (projeto de serviço). Se a existência do discípulo não fosse um dom para a humanidade, então, não faz sentido segui-Lo. Uma vida centrada em si mesmo, que vive só suas aspirações, não tem coerência com o REINO DE DEU Deus. Quem vive a lógica do Reino de Deus, ganhará a vida eterna e essa é uma realidade que dura uma vida inteira para aprendermos.

Boa semana!

Edjamir Silva Souza

Padre e Psicólogo

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Cuité apresenta ações ambientais durante simpósio nacional sobre arborização urbana

 


Município participou do 2º Simpósio Brasileiro de Cidades Árvores do Mundo, realizado em Cubatão (SP).

O município de Cuité, no Curimataú paraibano, participou do 2º Simpósio Brasileiro de Cidades Árvores do Mundo, realizado em Cubatão, São Paulo. Representando o município, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafael Pimenta, participou do evento como palestrante e apresentou ações desenvolvidas nas áreas de arborização urbana, sustentabilidade e gestão ambiental.

Durante a programação, foram apresentadas iniciativas que contribuíram para o reconhecimento de Cuité como Cidade Árvore do Mundo (Tree Cities of the World) e para a conquista do título de Cidade Amiga das Árvores, concedido pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU).

A participação no simpósio possibilitou o intercâmbio de experiências entre gestores, pesquisadores e profissionais de diferentes regiões do país, além de ampliar a discussão sobre arborização urbana, sustentabilidade e construção de cidades mais resilientes.

Segundo Rafael Pimenta, a participação no evento representa uma oportunidade para apresentar as experiências desenvolvidas em Cuité e fortalecer o diálogo sobre políticas ambientais.



A presença do município no encontro também contribui para a divulgação das ações de arborização e gestão ambiental desenvolvidas localmente, inserindo Cuité nas discussões nacionais relacionadas à sustentabilidade e à arborização urbana.

Portal da Serra de Cuité

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Cuité realiza Dia D de vacinação antirrábica neste sábado

 


A Prefeitura de Cuité realiza neste sábado (29), o Dia D da Campanha de Vacinação Antirrábica. A ação será destinada a cães e gatos que estejam aptos a receber a vacina e ocorrerá das 8h às 17h, em quatro pontos distribuídos pelo município.

“A vacinação antirrábica é uma das principais medidas de prevenção contra a raiva, doença grave que pode atingir animais e seres humanos. Imunizar cães e gatos contribui para reduzir a circulação do vírus e proteger também a saúde da população”, explica a coordenadora de vigilância ambiental do município, Cintia Dayane. 

Para participar da campanha não é necessário apresentar a carteirinha de vacinação do animal. Os pontos de vacinação em Cuité são: UBSF Ezequias Venâncio dos Santos, UBSF Diomedes Lucas de Carvalho, Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade e o Centro de Cães e Gatos.

Ascom

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Prouni: candidatos têm até amanhã para registro na lista de espera

 



Candidatos não selecionados nas duas chamadas regulares do Programa Universidade para Todos (Prouni) já realizadas este ano têm até as 23h59 desta quinta-feira (27) para manifestar interesse em se inscrever na lista de espera e, assim, continuar participando do processo seletivo.

Estudantes cujas inscrições tenham sido reprovadas porque suas turmas ainda não se formaram também podem participar desta etapa do processo, iniciada nesta quarta-feira (26).

Os requerentes devem registrar, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, o interesse em participar da lista de espera. A inscrição é gratuita.

A relação dos candidatos inscritos será divulgada em 1º de setembro, quando começará o período de comprovação das informações declaradas na inscrição, previsto para ser encerrado em 14 de setembro.

Para comprovar as informações, os candidatos deverão apresentar à coordenação do Prouni da instituição de ensino indicada todos os documentos exigidos. A entrega poderá ser realizada presencialmente ou por meio eletrônico, quando essa alternativa for disponibilizada pela instituição. 

Para mais informações sobre horários, locais de atendimento e formas de entrega dos documentos, os participantes devem consultar diretamente a instituição escolhida. 

É preciso estar atento a eventuais exigências adicionais estabelecidas pelas próprias instituições de ensino.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), os dois processos seletivos regulares do Prouni já realizados este ano atraíram mais de 1,1 milhão de candidatos, somando mais de 2,1 milhões de inscrições.

Para o segundo semestre, estão sendo oferecidas 471.304 bolsas de estudo para 380 cursos de graduação, em 879 instituições privadas de educação superior. 

Do total de bolsas, 219.725 são integrais. As outras 251.579 concedem 50% de desconto no valor das mensalidades do curso de escolha do candidato.

Agência Brasil

* Com informações da Ascom/MEC