domingo, 19 de julho de 2026

Coordenador da campanha de Lula na Paraíba mira ampliação da base e estabelece meta de 70% dos votos no estado

 




O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Paraíba, Charliton Machado, afirmou que a prioridade do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado está voltada para a reeleição do presidente em outubro deste ano. Segundo ele, a estratégia da coordenação estadual será concentrar esforços na campanha presidencial, independentemente das alianças construídas para a disputa ao Governo do Estado.

“A campanha de Lula é a única preocupação que está posta em pauta para nós, é a campanha do presidente Lula. Essa campanha não tem fronteira. Ela tem que conversar com todas as forças políticas do estado. Uma coisa é a candidatura de Lula, outra coisa é a aliança estadual do PT com a candidatura de Lucas, João Azevêdo, Veneziano, enfim, as candidaturas majoritárias”, pontuou entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98FM.

Charliton destacou que o objetivo é ampliar o diálogo com diferentes setores políticos para fortalecer o projeto de reeleição do presidente. Ele lembrou o desempenho de Lula na Paraíba em 2022 e revelou a meta estabelecida para o próximo pleito. “O que se propõe, do ponto de vista da coordenação, é cuidar da campanha de Lula. Nós tivemos mais de 66% dos votos em 2022 e temos uma meta, que é alcançar 70% dos votos na Paraíba. Essa luta independe da aliança. Ela vai ter que ampliar suas fronteiras, tem que ser uma frente ampla, conversando com todos os candidatos e com todos os personagens públicos que tenham interesse em votar em Luiz Inácio para presidente”, ressaltou.

O petista também afirmou que está discutindo com a direção nacional do PT a possibilidade de uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Paraíba durante a campanha. Segundo ele, a definição deve ocorrer até o dia 2 de agosto, data da convenção nacional do partido. “Nós estamos em discussões nacionais para que essa agenda seja confirmada até dia 2. A direção vai avaliar e fazer uma discussão para saber quais são os estados que são prioridades para o presidente Lula visitar nesse primeiro momento”, concluiu.

Enquanto a coordenação estadual organiza a mobilização política, o PT já definiu o calendário nacional da campanha. A convenção que oficializará a candidatura de Lula à reeleição está marcada para o dia 1º de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A campanha eleitoral será iniciada oficialmente em 16 de agosto, data a partir da qual passam a ser permitidos pedidos explícitos de voto, realização de comícios, carreatas, distribuição de material gráfico e impulsionamento de propaganda eleitoral na internet. Ainda na preparação para a disputa, Lula confirmou, no fim de março, a indicação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para repetir a chapa presidencial este ano.

Fonte83

Padre Edjamir Silva Souza:– Os filhos do Reino são semeados por Jesus

 




O sentido litúrgico da Liturgia da Palavra neste 16º Domingo do Tempo Comum nos fala da bondade de Deus: “Ó Senhor, vós sois bom e clemente (...), sois tão grande e fazeis maravilhas” (cf Sl 85(86), 5. 10) que “vem em socorro da nossa fraqueza humana” (cf. Rm 8, 26), mas ao mesmo tempo nos fala da bondade de seus seguidores: “assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano” (Sb 12 19).

As três parábolas que escutamos hoje (Mt 13, 24-43) e que continuam o que ouvimos semana passada (Mt 13, 1-23), dão testemunho de que o Reino de Deus está no meio de nós. O Reino de Deus não começa no final dos tempos, mas com a semente plantada no chão da história: trigo, mostarda e fermento, este é o Reino dos Céus no aqui e agora.

Jesus é o grande semeador e interprete do Reino. Na verdade, Ele é o Reino de Deus semeado entre nós e para todos nós. Os filhos do Reino são semeados por Jesus que não teve receio de se misturar com todos. Mas, houve quem não entendeu, houve quem não quis entender, houve quem vivendo na idolatria do ouro e da prata não quis outra coisa, houve quem deixou o diabo levar a semente e houve quem deixasse o diabo semear a iniquidade dentro dele e no meio da comunidade.

O evangelista Mateus, ao escrever no inicio do evangelho, o emblemático relato das tentações de Jesus no deserto (Mt 4, 1-11), diz que também é frequente as tentações que as suas comunidades enfrentam. À medida que o evangelho discorre, vamos percebendo os ecos daquela mensagem de Jesus no deserto: trigo e joio foram semeados. 

Há uma frequente tentação de grandeza, entre os discípulos de Jesus. A semente do Reino foi plantada sob o signo da humildade da cruz. O serviço humano e humilde sempre esteve nos ensinamentos do Reino. Mas, o joio, uma semente tóxica, foi semeado no meio do trigo. Existem servos muito zelosos que se envaideceram e trouxeram muita divisão e desordem desprezando os outros. Zelo (trigo) e desprezo (joio) infelizmente é uma tentação frequente nas comunidades. 

A pequena “semente de mostarda”, sinal do Reino de Deus, contrapõe a mania de grandeza dos que estão na vida comunitária, mas também na sociedade. 

O profeta Ezequiel (cap. 17) imaginou o Reino de Deus como o Cedro, o rei das árvores colocado numa alta montanha (Texto paralelo Mt 4, 8-10: “O diabo levou Jesus para um monte alto, mostrou-lhes todos os reinos do mundo e suas grandezas e disse; ‘Eu lhe darei tudo isso se você se ajoelhar e me adorar’”).

A ‘pequena semente’ não chama muito a atenção, mas, silenciosamente, chega a todos os lugares e abriga a muitos. Sua finalidade não é a imponência, mas serviço humilde: “dar abrigo”. 

A parábola continua a ser contata numa tentativa de combater outra tentação. Em Mt 13, 33-43 surge a idéia de O “fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha até que tudo fique bem fermentado”.

No evangelho de Mateus, Jesus rejeita veementemente o fermento dos ensinamentos dos fariseus e saduceus: “Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e saduceus que é a hipocrisia” (16,6). Este é o ensinamento do legalismo, da imagem, do formalismo, do status religioso, do tradicionalismo que geram fardos pesados e a falsa sensação de santidade. 

“As três porções de fermento” faz crescer alegria diante da tentação do desânimo que os fardos pesados impõem na vida comunitária. O joio dos fariseus e saduceus, semeado na vida comunitária cristã, se tornou pesado, mas uma boa porção do fermento bom (assim como o vinho bom) sempre traz alegria e renovação para a vida em comunidade. 

Os discípulos tem dificuldade de compreensão: “explica-nos a parábola do joio” (Mt 13, 36s). Jesus ensina tentando dizer-lhes que é preciso evitar as tentações de grandeza e superioridade na vida comunitária. Cada pessoa escolhe o que quer ser: trigo ou joio. Mesmo assim, a mensagem de Jesus vai se cumprir apesar da escolha do que queremos ser.  

É importante ao discípulo de Cristo não perder tempo com as modinhas religiosas, mas “buscar viver em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua Justiça” (Mt 6, 33). As leituras de hoje nos dão um bonito recado de que o Reino de Deus é uma semente que se mistura com todos e para todos. Os verdadeiros discípulos de Cristo não ficam se esquivando das realidades do mundo e sempre acusando o mundo de degeneração. Sempre foi uma ideia “equivocada” de que enquanto mais longe de todos, mas puros e santos seremos. Está a teologia dos fariseus, não a teologia do Reino. 

Para muitos, a salvação é feita de isolamentos, de presunção narcisista, de um duro combate com seus bons desejos, achando que mergulhado no cumprimento de leis, vivendo de rituais e sacrifícios, já estão justificados diante de Deus. A mentalidade do Reino vai por outra via que ainda hoje as pessoas não entendem. 

A bondade de Deus é para com todos. Deus não se fecha em grupos piedosos que vivem a se rotular como bons e os outros são maus. Todos necessitam da bondade de Deus e a semente do Reino de Deus ensina aquilo que dizia a primeira leitura: “ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano” (Sb 12 19).

A parábola alerta que a nós não compete o julgamento de ninguém, mas de sermos uma terra boa para nos tornarmos discípulos do Reino. Assim, como tudo se mistura (na parábola), assim se aprende que o Reino é feito de uma justiça que salva a todos e quer ver todos unidos. 

O triunfalismo de igrejas cheias para subjugar e condenar a fragilidade dos outros (a mania de grandeza), não é a terra boa que o Reino espera. Jesus não admite uma igreja que não se envolve com os dramas humanos. Nossas comunidades devem existir com veemência no mundo com o desejo de levar as lições do Reino de Deus. Mas, para tanto, é preciso superar as tentações do fanatismo que é tão tóxico e causa um dano severo: vida amarga, pesada e insuportável.  

Que tipo de chão eu sou? Qual a semente o meu coração acolheu (joio ou trigo)? Sou um discípulo de Jesus ou mais um zeloso fanático que é pesado na vida comunitária? Sou discípulo do Reino de Jesus ou das modinhas devocionais de meu tempo? 


Edjamir Silva Souza

Padre e Psicólogo

sexta-feira, 17 de julho de 2026

CUITÉ: 258 ANOS DE CHÃO, FÉ E PERGUNTAS

 


Flauberto Fonseca


Mais um ano chegou, e comemorar o aniversário de Cuité é parte integrante de nossas conquistas. Porém, antes precisamos entender todo o contexto da história: desde a fundação até os dias atuais.

O nome Cuité tem origem no coitezeiro. No dialeto indígena, "Cuy" significava vasilha e "Eté", grande, real, ilustre. Eram os Sucurús, da nação Tarairiú, quem habitava a Serra de Cuité antes da chegada do homem branco. 

No fim do século XVII, após a guerra de expulsão dos chamados “bárbaros”, o povoamento começou. Chegaram os primeiros povoadores das margens do Rio São Francisco e da Zona da Mata pernambucana, em busca de terra para lavoura e gado.

É de ciência pública que a primeira sesmaria da região data de 8 de dezembro de 1704. O Conde de Alvor pediu terras ao longo do Olho D’água do Cuité. 

No mesmo mês, outros sesmeiros requereram datas às margens do Rio Jacu. Quase todos, porém, tomavam posse por procuradores.

Na mesma época, o coronel Caetano Dantas Correia requereu a data Lagoa do Cuité. A ele se atribui a fundação do município, junto com sua esposa, Josefa de Araújo Pereira. Em 17 de julho de 1768, doaram meia légua de terras nas proximidades do Olho D’água para erguer uma capela em honra a Nossa Senhora das Mercês. 

Essa escritura, lavrada em Piancó, é considerada a “certidão de batismo” de Cuité e foi descoberta pelo historiador Coriolano de Medeiros.

Fazendo uma leitura clara das rotas que Caetano Dantas usava para acessar a Serra, "entendo que" não há dúvida: a entrada se dava pelas terras da atual Frei Martinho.

Falo geograficamente por nossa proximidade com Carnaúba dos Dantas, na divisa com a Paraíba, também ligada ao nome do sesmeiro.

As décadas finais do século XVIII são obscuras. O certo é que o agrupamento em torno da capela só ganhou forma urbana após a criação da freguesia. 

Em outubro de 1827, pela Lei Provincial nº 15, nasceu o Distrito de Paz de Cuité. Em 4 de maio de 1854, virou Vila do Cuité. Em 25 de junho de 1872, a Lei nº 480 criou a Comarca de Borborema, com sede na vila.

Por razões políticas, em 29 de outubro de 1904 a comarca foi transferida para Picuí. Cuité ficou subordinada até 18 de dezembro de 1936, quando a Lei Estadual nº 99 restaurou o município com o nome de Serra de Cuité. 

A emancipação veio de um movimento popular: Jeremias Venâncio, João Venâncio, padre Luiz Santiago, Pedro Viana da Costa e tantos outros. 

O município foi instalado em 25 de janeiro de 1937. No ano seguinte, o Decreto-Lei nº 1.164 simplificou o nome para CUITÉ.

Hoje, o que traduzimos como referências são muitas narrativas e escritos que lastreiam nossa história. Ainda que existam anotações de diversos autores, sempre haverá perguntas sem respostas: onde, de fato, a cidade começou e até onde seu expansionismo alcançou nos primeiros anos de ocupação do platô serrano?

258 anos depois, Cuité carrega no nome a cuia indígena, no chão a sesmaria de Caetano Dantas e na memória a luta de um povo que fez e faz uma cidade com fé, tenacidade e coragem.

Que o município alcance, por movimentos sólidos e constantes, inspirada em toda a sua potencialidade e de mãos dadas com o seu povo, o desenvolvimento tão almejado.

Parabéns, Cuité, pelo transcorrer de mais um ano de fundação. Que seu povo tenha o reconhecimento por sua valorosa contribuição em prol do seu desenvolvimento.

Flauberto Fonseca

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Casal de Campina Grande morre atropelado ao colidir moto em traseira de carro em Soledade

 



Um casal de Campina Grande morreu em um grave acidente na PB-177, em Soledade, na tarde do domingo (12).

As vítimas foram identificadas como José Felipe Monteiro Tavares, de 21 anos, e Eduarda Nero Custódio, de 16 anos.

Segundo a Polícia Militar, a motocicleta em que eles estavam bateu na traseira de um carro que seguia no mesmo sentido da rodovia.

Com o impacto, os dois foram arremessados para a pista e acabaram sendo atropelados por outro veículo que vinha na direção contrária. Ambos morreram no local.

O motorista do primeiro carro prestou depoimento e foi liberado.

A Polícia Civil investiga as causas do acidente com auxílio da perícia realizada na rodovia.


Paraíbaonline