segunda-feira, 19 de outubro de 2026

UM TIRO QUE PODE SAIR PELA CULATRA



 UM TIRO QUE PODE SAIR PELA CULATRA
Por Ramilton Marinho


(Breve reflexão de um professor do campus de Cuité)

No início dos anos 2000, mudei-me para Cuité para terminar de escrever minha tese de doutorado. À época, com a ressaca do ocaso da cultura sisaleira, ocorrido nas décadas anteriores, o fracasso da fruticultura e nenhuma perspectiva de futuro, a cidade parecia fadada ao completo fracasso e ao esquecimento. Como um povoado fantasma, o comércio encolhia, o setor de serviços decaía e nenhuma perspectiva se apresentava aos jovens, enquanto, na praça, dormitavam os dois únicos mototaxistas existentes.

Foi quando, em 2005, tive a honra de participar de um projeto revolucionário do governo Lula no campo da educação: implantar campi universitários em cidades de médio porte, com o objetivo de promover a inclusão educacional e o desenvolvimento social e econômico da região. Por iniciativa do ministro da Educação, Fernando Haddad, e do reitor Thompson Mariz, foi criado o Planexp, uma comissão formada pelo professor Márcio Caniello, por Martinho Salgado e por mim, cujo trabalho deu origem aos campi de Cuité, Sumé e Pombal.

Assim, voltei à minha terra como o primeiro professor do campus de Cuité, para auxiliar na construção desse campus, que se tornou um dos mais belos e bem-sucedidos do país.

Depois de uma década, Cuité era outra cidade. Quantos alunos de famílias pobres conseguiram concluir um curso superior? Quantos estavam cursando especialização, mestrado e doutorado? Quantos já faziam parte do mercado de trabalho? Uma verdadeira revolução nas perspectivas sociais ocorreu pelo incontestável caminho da educação.

Com o ingresso dos alunos formados como professores nas escolas da região e por meio dos projetos institucionais, conseguimos ajudar a transformar também o ensino fundamental e médio.

Mas não ficou só nisso! O ICMS e o ISS arrecadados no município aumentaram mais de cinco vezes; a indústria da construção surgiu e prosperou; cresceram significativamente os setores de comércio e serviços; abriram-se novas oportunidades culturais e sociais, e novos postos de trabalho foram criados. Cerca de 60 mototaxistas circulavam, então, pelas ruas, alguns alternando essa atividade com outras.

Eram quase 2.000 alunos, 130 professores, 45 técnicos e 116 trabalhadores terceirizados (pessoas da cidade que atuavam como vigilantes, motoristas, porteiros, cozinheiros, recepcionistas, pedreiros etc.). O campus tinha quase mil alunos recebendo bolsas de estudo, pesquisa ou extensão, muitos deles morando definitivamente ou parte do tempo na cidade.

Por meio de salários e bolsas, eram injetados, anualmente, mais de 15 milhões de reais na economia local. Sabiamente, o projeto do governo previa isso: educação, inclusão e desenvolvimento.

A despeito das críticas ao PT, muitas das quais compartilho, acho difícil que algum cuiteense desconheça a importância e a necessidade desse projeto para toda a nossa região.

O candidato Bolsonaro, talvez por medo ou inveja de quem estuda, por completa ignorância sobre o tema ou por seguir os interesses de setores que querem mercantilizar cada vez mais a educação, põe em risco esse projeto, que já está sendo sacrificado pelo governo atual. As ofensivas dele e de seus asseclas contra o ensino superior são claras e ferozes.

Ao capital não interessa o sucesso coletivo, mas, principalmente, o lucro e os interesses de grupos. Muitos apoiam abertamente esse candidato.

Pense nisso! Esse é um tiro que pode sair pela culatra.

Não merecemos reviver a sina de uma cidade fantasma!


Ramilton Marinho — Professor Titular da UFCG, Campus Cuité

Texto escrito em 2018, mas, infelizmente, mais atual do que nunca.

sábado, 17 de outubro de 2026

Padre Edjamir Silva Souza: – O teatro do poder e a armadilha da hipocrisia

 



Nas últimas semanas ouvimos Jesus falando em parábolas sobre o Reino de Deus e a sua justiça; porém, diferente das parábolas bucólicas do início de seu ministério (como o grão de mostarda ou o fermento) Ele passa a utilizar narrativas de forte teor profético, escatológico e de enfrentamento direto.

Ao longo da semana escutamos Jesus endurecendo o discurso e denunciando a hipocrisia das autoridades de seu tempo. Ele expõe a corrupção das lideranças, a indiferença e ingratidão, mas eles não querem ouvir isso e também não deixam muito barato as muitas acusações que Jesus faz; por isso, tentam de qualquer forma desestabilizar o ministério de Jesus com mentiras e todo o tipo de ameaças. E Jesus tem consciência disso (cf. Mt 17, 22-33. Mc 9, 31. Lc 9, 44).

No evangelho deste 29º Domingo do Tempo Comum (Mt 22, 15-21) a gente percebe que eles estão tentando algo contra Jesus. O evangelista apresenta um verdadeiro teatro de poder e uma encenação cínica: os fariseus (guardiões da lei moral) e os Herodianos (colaboracionistas do Império Romano) aliaram-se por um objetivo vil: encurralar Jesus.

Com acusações falsas eles provocam Jesus: “É licito ou não pagar imposto a César?”. Não havia resposta fácil dentro da lógica humana a ser dada. Se Jesus afirmasse que “sim”, seria aclamado como traidor do povo dominado e complacente com a opressão dos romanos. Se dissesse “não”, seria denunciado ao Império como um subversivo a ser executado.

A resposta de Jesus não é uma esquiva diplomática, mas uma resposta profética. Ele diz: “De quem é a imagem e a inscrição?”. Eles responderam: “De César”. E Jesus responde: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. A moeda que traz a “imagem” de César (Imperador Romano) vai além das questões econômicas, mas submissão existencial e a idolatria.

A resposta de Jesus é muito responsável, pois Ele sabe que seu posicionamento pode colocar as pessoas mais simples e frágeis, que Ele tanto defendeu, em situação de vulnerabilidade e ameaça. Nem a César (corrupto, sanguinário e desumano) e nem aos religiosos hipócritas, Jesus quis entregar o povo.

Dar a Deus o que é de Deus é libertar o ser humano desses esquemas ideológicos para que as pessoas tenham vida, liberdade, onde cada um possa crescer no seu direito pleno de existir como sujeito, sem armas, violência e o interesse de eliminar o outro. Jesus quer uma sociedade onde as pessoas vivam de modo mais justo, Ele sonha numa nova ordem mundial onde o pecado das desigualdades não mais exista (“novo céu e uma nova terra”).

A verdade do seu Reino é libertadora. Na psicanálise, quando o sujeito se submete a cegueira do discurso de dominação, ele passa a carregar no seu próprio corpo e na sua mente a marca e a estampa de um sistema que o “coisifica”. 

São João Crisóstomo (347--407) e São Basílio Magno (329-379) ensinavam que a moeda carregava a imagem de César, mas a alma humana, esculpida pelo sopro de vida, carregava a Imagem do Deus Vivo! César pode exigir o metal, mas não pode exigir a alma, a consciência, a liberdade, dignidade e nem o destino humano, pois isso pertence a Deus.

Quando vemos representantes do povo tomando decisões impopulares para prejudicar as pessoas ou usam de discursos cruéis e desumanos contra minorias, o senso da Palavra de Deus já denuncia de imediato que estes têm projeto de dominação que degrada o bem comum (algo tão desejado por Deus). É dessa verdade evangélica que nasce a Doutrina Social da Igreja. Ela nos ensina que o princípio supremo de toda a reflexão cristã é a dignidade inalienável da pessoa humana, criada a imagem e semelhança de Deus (cf. DSI, 105).

Desde a Encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII a igreja afirma com clareza que o trabalho humano não é uma mercadoria e nem uma engrenagem para o enriquecimento de poucos. São João Paulo II denunciou (na Encíclica Centésimus Annus) a tendência de transformar a sociedade em um mercado onde tudo se compra e se vende, reduzindo o ser humano a mero consumidor. Já o papa Bento XVI (na Cáritas in Veritatis) recordou que a economia não pode ser um espaço de selvageria ou de neutralidade quando se trata de defender a dignidade humana e a busca pelo bem comum.  

É aqui que o Evangelho da vida se torna uma espada e um grito profético para o nosso tempo. “Dar a Deus o que é de Deus” estabelece um limite inegociável contra qualquer poder, tirania ou modelo econômico que se põe como absolutos e senhores do povo. Um mercado financeiro predatório que desrespeita a lógica evangélica do bem comum será sempre a imagem de César e nunca de Deus.

O Prémio Nobel da Paz (2001), o economista Joseph Stinglitz denunciou o fundamentalismo de mercado que não gera liberdades humanas, mas potencial sistema de desigualdades e esmaga os mais vulneráveis.

Papa Francisco (na Exortação Evangelii Gaudium) ecoou o brado da doutrina social afirmando que economias liberais são sistemas que matam. Um sistema que idolatra o mercado e reduz a dignidade humana é perverso e idolátrico. Ele sacrifica o povo no altar do lucro. O profeta Amós bradou certa vez: “Vocês pisam no pobre e deixam tributos de trigo” (5, 11. 24). A verdadeira profecia não admite anestesia moral e nem o cinismo travestido de ordem.

Resgatar a dignidade humana é dar a Deus o que é de Deus, mas é também resgatar as pessoas do cativeiro da falsa ilusão de progresso quando, na verdade, submete pessoas a sistemas a patrões. A Sagrada Escritura nos ensina “é para a liberdade que Cristo nos libertou” (cf Gl 5,1).

Celebremos a conquista da redução da jornada de trabalho, pois ela decide pela vida e a integridade do trabalhador que pertence a Deus e não ao deus-mercado. Jesus, no evangelho, delimita o poder absoluto e desumano de César e dos sistemas econômicos alertando de que eles não são donos da vida e do povo.

O trabalhador reivindica o direito de dar a Deus o que é de Deus: o tempo para a vida espiritual, para a família, para os amigos, para a comunidade, para viajar e descansar, para o autocuidado. Reduzir a jornada de trabalho não é coisa de preguiçoso, como os idólatras do dinheiro e do trabalho dizem, mas para que as pessoas tenham vida para além da produção de riqueza material.

Não nos deixemos enganar pela encenação cínica de quem legitima a negação dos direitos humanos (e dos mais fracos), inclusive o usando o nome de Deus em vão, para respaldar projetos de exclusão e miséria. Dignidade humana não se decide com os Césares/patrões mercenários, mas se aprende em Deus.

Que a liturgia deste domingo mova corações e nos torne profetas da vida, do amor, da justiça social e da verdadeira liberdade humana. No final dos tempos não seremos julgados pelo que temos ou acumulamos, mas pelo quanto amamos e defendemos os irmãos que são imagem e semelhança de Deus. Qual a  imagem que você tem?

Paz e Bem!

Edjamir Silva Souza

Padre e Psicólogo.


sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Chió percorre ruas de Cuité agradecendo votação recebida

 

O deputado estadual Chió (PV) percorreu as ruas de Cuité, no início da tarde desta sexta-feira (16), para agradecer os 195 votos obtidos no município nas últimas eleições.

A visita faz parte de uma agenda de agradecimento pelas cidades onde o parlamentar recebeu votos. Utilizando um carro de som, Chió agradeceu aos eleitores cuiteenses pela confiança e pelo apoio recebido nas urnas.

Durante a passagem pelo município, o deputado também renovou o pedido de votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições.

Após a agenda em Cuité, Chió seguiria para os municípios de Nova Floresta, Picuí, Nova Palmeira e Baraúna, dando continuidade à maratona de agradecimentos pela região.

Nas eleições deste ano, Chió obteve 27.228 votos em toda a Paraíba.


Portal da Serra de Cuité

Cuité anuncia programação do ‘Natal no Alto 2026’, com 50 dias de festa

 




A Prefeitura de Cuité anunciou as datas do ‘Natal no Alto 2026’, uma programação especial que promete transformar a cidade do Curimataú paraibano em um cenário de magia, luzes e encanto durante o período natalino. As atividades serão realizadas de 21 de novembro de 2026 a 9 de janeiro de 2027, com quatro dias de desfile natalino, Vila Noel na Praça do Coreto, apresentações culturais e decoração em pontos turísticos do município.

Um dos destaques será o desfile natalino, que contará com quatro apresentações nos dias 5, 12, 19 e 25 de dezembro. O espetáculo percorrerá a Rua Francisco Teodoro da Fonseca e terá 15 alas alegóricas, levando ao público elementos que celebram o imaginário e a simbologia do Natal.


A Praça do Coreto também será um dos principais pontos da programação, com a instalação da Vila Noel, espaço que se transformará na casa do Papai Noel e promete reunir famílias,  crianças, em um ambiente de fantasia e celebração. O local também receberá shows e apresentações ao longo do evento.

A programação completa ainda será divulgada, mas contará, também, com atividades na Praça da Juventude e decoração natalina no Mirante de Cuité.

Para o prefeito Caio Camaraense, o ‘Natal no Alto’ é uma oportunidade de proporcionar momentos especiais para a população e fomentar o turismo. “O Natal no Alto também é uma oportunidade de mostrar a beleza de Cuité para quem vem de fora. Ano passado, movimentamos o comércio e fortalecemos o turismo e esse ano temos certeza que quem veio na edição anterior, estará de volta para apreciar a festa com a gente. Essa é uma celebração pensada para a nossa população, mas que também queremos compartilhar com as pessoas de toda a região e da Paraíba”, destacou.


Natal no Alto 2025 – Em 2025, a primeira edição da festa promoveu apresentações artísticas e musicais, sessões de cinema, atividades no Mirante e ações na zona rural durante 30 dias. Um dos destaques da programação foram os desfiles, onde mais de 400 pessoas estiveram envolvidas diretamente na criação, organização e montagem dos espetáculos, que contaram com 11 alas temáticas, carros alegóricos e cerca de 250 participantes entre voluntários e integrantes de grupos da comunidade.

A edição passada também movimentou bares, restaurantes, lanchonetes e comércios da região, de acordo com informações da prefeitura. O setor hoteleiro também foi beneficiado, com ocupação total dos leitos disponíveis durante o período festivo.

Ascom PMC

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Estudantes fazem ato em apoio a Lula e em defesa da educação pública em Cuité

 


Estudantes realizaram, na tarde desta quarta-feira (14), uma mobilização em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Cuité, no Curimataú paraibano. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os participantes defenderam a educação pública e manifestaram apoio ao presidente no segundo turno das eleições.


O ato reuniu estudantes, professores e servidores, além do vereador Higor Lins (PT) e do ex-prefeito de Cuité Charles Camaraense, coordenador regional da campanha de Lula. A mobilização contou com a participação de representantes da comunidade acadêmica e de lideranças políticas locais.


A manifestação ocorre em meio ao cenário de disputa política nacional e às preocupações manifestadas pelos estudantes em relação às possíveis mudanças nas políticas educacionais. Durante a mobilização, os participantes demonstraram preocupação com declarações atribuídas ao candidato da direita, Flávio Bolsonaro, sobre o chamado “tesouraço” e os possíveis cortes de recursos, especialmente na área da educação.



Segundo as preocupações levantadas pelos manifestantes, eventuais reduções no financiamento da educação pública poderiam comprometer a permanência de estudantes nas instituições de ensino e dificultar a continuidade dos estudos, sobretudo para aqueles que dependem de políticas públicas de acesso e assistência estudantil.

A mobilização teve início em frente ao campus universitário de Cuité. Em seguida, os estudantes seguiram até a Praça Aniceto Pereira, no Centro da cidade, onde realizaram um ato público. Após a concentração, o grupo saiu em caminhada pelos bairros.



A manifestação reuniu integrantes da comunidade acadêmica e lideranças políticas em defesa da educação pública, expressando o posicionamento dos participantes diante do cenário eleitoral e levando às ruas de Cuité o debate sobre os rumos das políticas educacionais no país.











Portal da Serra de Cuité
Fotos: Reprodução

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Cuité realiza Dia D de Multivacinação neste sábado (17) com foco na prevenção do sarampo e meningite

 


A Prefeitura de Cuité, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza neste sábado (17), o “Dia D de Multivacinação”, em alusão ao Mês das Crianças, com uma programação especial. A mobilização acontecerá das 8h às 13h, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da zona urbana do município, com atenção especial à vacinação contra o sarampo e as meningites.

Durante a ação, estarão disponíveis todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, conforme as indicações para cada faixa etária. A programação também contará com distribuição de guloseimas, brincadeiras e momentos de diversão nas unidades de saúde.

De acordo com o prefeito Caio Camaraense, a iniciativa é uma forma de facilitar o acesso da população às vacinas. “Peço que as famílias aproveitem esse momento para conferir a caderneta de vacinação e colocar as doses em dia. É uma atitude simples, mas que pode proteger quem a gente ama”, afirma.

A secretária municipal de Saúde, Poliana Silva, orienta que os moradores levem a caderneta de vacinação e procurem a UBS da zona urbana mais próxima para verificar quais doses precisam ser administradas. “Nosso objetivo é que nenhuma criança fique desprotegida por falta de vacina. Preparamos esse momento com muito cuidado, inclusive com atividades para tornar a experiência mais leve e acolhedora para os pequenos”, ressalta.

Ascom PMC

Após 41 anos, Câmara de Cuité poderá voltar a ter uma mulher na presidência; Marcela Mello ganha força nos bastidores

 


Com a proximidade da eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuité, no Curimataú paraibano, as articulações políticas em torno da escolha do próximo presidente ou presidenta da Casa de Manoel Felipe dos Santos começam a movimentar os bastidores do Legislativo.

Entre os nomes citados está o da vereadora Marcela Mello (PDT), que, segundo informações de bastidores, vem ganhando força nas discussões sobre a composição da nova Mesa Diretora.

Caso a possibilidade se concretize, Cuité poderá voltar a ter uma mulher à frente do Poder Legislativo municipal após 41 anos. Até hoje, apenas uma mulher ocupou a presidência da Câmara: a vereadora Maria José de Souto (PDS), que exerceu o cargo em 1985, durante a 9ª Legislatura.

Além da presidência, a vice-presidência da Casa também já foi ocupada por uma mulher. Em 2003, durante a 13ª Legislatura, a vereadora Nilda da Rocha Dantas (MDB) assumiu a função.

A possível escolha de uma mulher para comandar o Legislativo municipal volta a colocar em evidência a participação feminina nos espaços de decisão política em Cuité. As articulações seguem nos bastidores, enquanto a expectativa cresce em torno da definição dos nomes que irão compor a próxima Mesa Diretora.

Até o momento, o nome de Marcela Mello aparece entre as possibilidades discutidas, mas a confirmação dependerá das articulações entre os parlamentares e do resultado da eleição interna da Câmara. Portal da Serra de Cuité