terça-feira, 14 de abril de 2026

Lula lidera todos os cenários de 1º e 2º turnos, indica pesquisa CNT/MDA

 



247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa presidencial de 2026 em cenários de primeiro e segundo turnos, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (14) pelo instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O levantamento indica que Lula supera o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário nos cenários testados.

O presidente mantém vantagem mesmo considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Outros nomes incluídos no levantamento aparecem com desempenho bem inferior ao dos dois primeiros colocados.

Na simulação de primeiro turno, Lula lidera com 39,2% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30,2%. Os demais pré-candidatos aparecem com percentuais significativamente menores:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 4,6%
  • Romeu Zema (Novo): 3,3%
  • Renan Santos (Missão): 1,8%
  • Aldo Rebelo (DC): 1,5%
  • Branco/nulo: 10,4%
  • Indecisos: 8,9%

Simulações de segundo turno

A pesquisa também avaliou diferentes cenários de segundo turno. Na disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 44,9%, contra 40,2% do senador. Nesse cenário, 11,3% declararam voto branco ou nulo, e 3,6% estão indecisos.

Em confrontos com outros pré-candidatos, a vantagem de Lula é mais ampla:

  • Contra Romeu Zema: 45,2% a 31,6%
  • Em outro cenário com Zema: 44,4% a 32,7%
  • Contra Aldo Rebelo: 45,4% a 29,1%
  • Contra Renan Santos: 45% a 28,3%

Os índices de votos brancos, nulos e indecisos variam entre 15% e 18% nos diferentes cenários.

Metodologia da pesquisa

O levantamento ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios, distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, entre os dias 8 e 12 de abril. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02847/2026.

Brasil 247


Félix Araújo lista prioridades do Procon-PB: fiscalizar postos e interiorizar o órgão





O novo superintendente do Procon da Paraíba, Félix Araújo Neto, em entrevista ao Programa Hora H, da Rádio POP FM e Rede Mais nesta terça-feira (14), listou como prioridades da sua gestão o reforço na fiscalização contra abusos cometidos por postos de gasolina e golpes onlines.

“Questões relacionadas ao combustível é uma pauta de prioridade, que o Procon vai ser chamado a ser posicionar sobre isso. Temos problemas do dia a dia, como por exemplo os crimes que são cometidos contra consumidores através das tecnologias. Quantas pessoas não tem por aí agora não tem um parente ou amigo que já foi lesado, por mensagens de WhatsApp, de pix que foi mandado de forma errada e caiu num golpe. O Procon tem que participar disso e defender o consumidor também nesse aspecto”, disse o novo superintendente do Procon-PB.

À frente do Procon estadual, Félix projetou a ampliação do órgão para todas as regiões do estado, principalmente no Sertão e no Cariri paraibano.

“Aqui nós temos Procon estadual e municipal, em Campina Grande temos Procon estadual e municipal, mas lá na ponta no Cariri, em Marizópolis, nós temos os mesmos problemas e não tem Procon municipal. Então cabe a nós do Procon estadual ir lá na ponta. Não serei superintendente de gabinete, vou visitar e fazer o que o governador me pediu. Ele disse ‘Félix, se no final a gente conseguiu passar a sensação para população que o Procon está mais perto do consumidor, nós já teremos uma grande vitória'”, citou o superintendente. 

Mais PB

Plano Nacional prevê 10% do PIB para educação; veja outras metas

 



 Ampliar o investimento público em educação para 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em sete anos e chegar a 10% do PIB em uma década. Essa é uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (14), em solenidade no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

No total, o novo plano tem 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias e traz novos compromissos com a aprendizagem, a inclusão e a equidade.

Para o presidente Lula, o plano, que ele chamou de "obra-prima", reafirma o compromisso para ser colocado em prática em dez anos. Ele ponderou que é necessário que a sociedade brasileira assuma a responsabilidade sobre os resultados e que haja vigilância para o cumprimento das metas. 

Na solenidade, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, ressaltou que esse é o melhor plano nacional de educação já apresentado com foco na equidade e na qualidade do ensino.

“Pela primeira vez, nós traçamos vários objetivos diferentes, traçamos metas específicas que lidam com a qualidade e que dizem respeito à educação inclusiva, à educação indígena, quilombola, do campo e da linguagem de sinais”, disse.

Metas da alfabetização ao ensino médio

As prioridades incluem temas como a alfabetização, a aprendizagem, a trajetória escolar, a infraestrutura, a conectividade e a educação digital e a formação dos profissionais da educação.

Entre os resultados esperados, segundo o governo federal, está a alfabetização de pelo menos 80% das crianças ao final do 2º ano do ensino fundamental. A ideia é que a meta seja alcançada em cinco anos.

Outra previsão do documento é que a universalização da alfabetização na idade certa ocorra em uma década

O plano abrange da educação infantil à pós-graduação, com o reconhecimento de ações como a alfabetização, a valorização docente, a conectividade e a sustentabilidade socioambiental. 

>> Veja outras metas do PNE:

  • 65% das escolas e 50% dos estudantes em tempo integral (2036) 
  • 60% das crianças de até 3 anos matriculadas na educação infantil (2036)
  • 100% dos estudantes alfabetizados até 2036
  • Condições mínimas de funcionamento e salubridade em todas as escolas públicas de educação básica até o terceiro ano de vigência do plano
  • Oferta de educação profissional e tecnológica para pelo menos 50% dos estudantes de ensino médio até 2036

Em prática

O governo explicou que o projeto de lei que deu origem ao novo plano foi elaborado pelo Ministério da Educação com a intenção de ser mais do que um documento legal. As metas propostas pelo plano nasceram de programas e políticas desenhadas e em implementação pela pasta, como foi o caso do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).

Para o documento, foram consideradas também as proposições e ampla discussão no país inteiro que resultaram em um documento da Conferência Nacional de Educação (Conae), realizada em janeiro de 2024.

A Conae foi precedida por conferências municipais, intermunicipais e estaduais.

AGÊNCIA BRASIL

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Donald Trump ataca papa Leão XIV por críticas a guerras e imigração, Vaticano reage e afirma que continuará condenando ações americanas

 



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a subir o tom contra o Papa Leão XIV ao fazer uma longa publicação nas redes sociais criticando diretamente o posicionamento do pontífice sobre temas como guerras, política externa e imigração.

Na declaração, Trump classificou o papa como “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”, além de afirmar que não aceita críticas à sua atuação como presidente. O republicano também criticou posicionamentos do líder religioso contrários a ações militares dos Estados Unidos, incluindo conflitos recentes envolvendo o Irã e a Venezuela.

“Não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos, porque estou fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito”, escreveu Trump.

O presidente ainda sugeriu que a eleição de Leão XIV ao papado estaria relacionada ao fato de ele ser americano e afirmou que o pontífice estaria “cedendo à esquerda radical”.

Sem citar diretamente Trump, o papa Leão XIV reagiu às críticas ao afirmar que continuará se posicionando contra conflitos armados e em defesa da paz. “Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover o diálogo e soluções justas”, declarou o pontífice.

Ele também ressaltou que a mensagem do Evangelho não deve ser distorcida para justificar posições políticas ou conflitos.

A reação no Vaticano foi imediata. O teólogo e integrante da Cúria Romana, Antonio Spadaro, criticou o presidente americano e afirmou que Trump estaria atacando “uma voz moral” por não conseguir controlá-la.

O embate entre Trump e o papa não é recente. Desde 2025, Leão XIV vem fazendo críticas públicas à política migratória dos Estados Unidos, especialmente às medidas mais rígidas adotadas pelo governo republicano.

O pontífice também já se posicionou contra ações militares lideradas pelos EUA, defendendo o diálogo em conflitos internacionais e pedindo respeito aos direitos humanos, como no caso da Venezuela.

Além disso, o líder da Igreja Católica tem se destacado por discursos frequentes contra guerras em diferentes regiões do mundo, incluindo conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia e na África, reforçando uma linha diplomática voltada à paz e ao multilateralismo.

A troca de declarações evidencia um embate direto entre liderança política e religiosa em escala global, envolvendo temas sensíveis como guerra, imigração e direitos humanos.

Enquanto Trump defende suas ações com base em sua agenda política e eleitoral, o papa mantém um discurso focado em princípios humanitários, o que tem ampliado o contraste entre as duas figuras.


Fonte 83