segunda-feira, 6 de julho de 2026

Festival de Inverno das Serras em Cuité terá quatro dias de arte, cultura, e gastronomia

 



A cidade de Cuité, no Curimataú, se prepara para receber mais uma edição do Festival de Inverno das Serras (FIS), que será realizado entre os dias 30 de julho e 2 de agosto. Durante os quatro dias de programação, o município promoverá apresentações culturais, shows musicais na Praça Central, oficinas de argila e artesanato, feira gastronômica, além de atividades esportivas e ações voltadas ao público estudantil.

 

Promovido pelo Fórum de Turismo Sustentável do Curimataú, o festival busca fortalecer a interiorização do turismo na Paraíba, valorizando a cultura, a economia criativa e as potencialidades dos municípios da região. Além de Cuité, o circuito também contempla Araruna, Barra de Santa Rosa, Cacimba de Dentro e Dona Inês.

 

“Cada edição do Festival é um momento muito especial para Cuité. A cidade ganha vida com música e arte. É uma festa que valoriza a nossa cultura, fortalece os artistas da região e recebe de braços abertos quem vem conhecer as belezas e as tradições do Curimataú”, afirmou o secretário de Cultura do município, Ismael Moura.

 

Confira a programação em Cuité:

30 de julho (abertura)

– Solenidade no teatro com fala das autoridades

– Apresentação cultural

– Serenata até a Praça Central

– Show na Praça Central com Joy Bay, tributo à Tim Maia

 

31 de julho

– Oficinas de argila e artesanato

– Cinema no teatro para escolas

– Feira de gastronomia e artesanato

– Show na Praça Central com Sandra Belê e Renata Arruda

 

1º de agosto

– Oficinas de argila e artesanato

– Feira de gastronomia e artesanato

– Programação esportiva – Trilha da Paixão

– Show na Praça Central com Kevin Ndjana e Seu Pereira e Coletivo 401

 

2 de agosto

– Feira de gastronomia e artesanato

– Programação esportiva



Ascom PMC


Prouni 2026: inscrição gratuita para o 2º semestre começa nesta terça

 



As inscrições gratuitas para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre começam nesta terça-feira (7) e irão até sexta-feira (10).

O procedimento deve ser feito exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, do Ministério da Educação (MEC). 

A iniciativa federal oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

O candidato deverá optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas às pessoas com deficiência (PCD) e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.

Todas as informações sobre as regras deste processo seletivo estão no Edital (nº 51/2026), publicado na última quarta-feira (1º) pelo Ministério da Educação (MEC).

Quem pode se inscrever

Para se inscrever, é necessário que o estudante tenha completado o ensino médio; participado das edições de 2024 ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a redação do Enem.

Os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições:

·  ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública;

·  ter feito o ensino médio como bolsista integral ou bolsista parcial em instituição privada;

·  ter mesclado o ensino médio entre escola pública e privada.

·  ser uma pessoa com deficiência como previsto na legislação;

·  ser professor ativo da rede pública de ensino que queiram cursar licenciatura ou pedagogia. Para esses docentes, não é exigido o limite de renda que se aplica aos demais candidatos.

Quem participou do Enem na condição de treineiro, ou seja, para autoavaliação antes mesmo de concluir o ensino médio, não pode se inscrever no Prouni 2026.  

Além disso, é necessário que todos os inscritos se atentem aos critérios de renda exigidos para a obtenção da bolsa.

Para as bolsas integrais, que cobrem 100% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é até 1,5 salário mínimo.

Já para bolsas parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é até três salários mínimos.

Classificação

Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média entre as edições de 2024 e 2025

A classificação ainda observará a modalidade de concorrência escolhida na inscrição pelo candidato, por curso, turno, local de oferta e instituição, além de considerar se o candidato concorre em ampla concorrência ou às bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas.

Resultado

 O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de julho na página do Prouni. A segunda chamada sairá no dia 5 de agosto.

Depois disso, os selecionados na primeira chamada precisam comprovar as informações de 15 a 24 de julho. Já os da segunda chamada deverão confirmar seus dados entre os dias 5 e 14 de agosto.

Confira abaixo o cronograma oficial do Prouni 2026/2:

· inscrições: 7 a 10 de julho;

· resultado 1ª chamada: 15 de julho;

· resultado 2ª chamada: 5 de agosto;

· lista de espera: 26 e 27 de agosto;

· resultado lista de espera: 1º de setembro.

Agência Brasil

Padre Edjamir Silva Souza:– A espiritualidade da paz e o desmonte do domínio

 



A liturgia neste 14º Domingo do Tempo Comum nos convida a viver na lógica do Espírito de Deus e não nas obras da carne. A vida segundo a carne é a imagem daqueles que se instalam no egoísmo, na vaidade, na arrogância, na violência e na autossuficiência. Deus é exatamente o oposto disso e, por isso, dizemos que não pode haver a perfeita alegria longe de Deus.

A 1ª Leitura (Zc 9, 9-10) é um convite a exultar de alegria acolhendo o “rei da paz”: justo, salvador, humilde, sem instrumentos de guerra e ânsia de poder. Ele prefere a paz e sua paz é feita de misericórdia que se estende por todas as nações e tempos (cf. Salmo 106 (105), 5 / Lc 1, 50.).

Onde começará essa revolução profética da paz? Desmontando muita coisa dentro de nós e das estruturas humanas. A ânsia de poder e domínio revela uma profunda ferida narcísica, uma carência de base que faz com que a pessoa sinta que precisa controlar o ambiente para não ser devorado por ele. Constantemente estamos obstinados à neurose de “controlar tudo”. Queremos ter o controle de tudo e sofremos muito por causa disso.

Segundo a psicanálise o “desejo de domínio” esconde inseguranças e medos, compreendidos como um “mecanismo de defesa” do ego que pode agir de modo mais perverso possível quando contrariado. O desejo obcecado por ter tudo, controlar tudo e todos, submeter tudo e todos ou ter sempre razão funciona como uma armadura de um ego frágil. Dominamos porque temos medo de ser dominados, de falhar ou de olhar para o nosso desamparo. Desmontar essa lógica exige a coragem de depor as armas do orgulho. É graça de Deus reconhecer que somos inacabados, falíveis, que não somos onipotentes.

Quantas pregações ou discursos de influenciadores que vivem dizendo que “você pode tudo é só querer, pois querer é poder!”. Esse discurso denuncia um ego infantil que não aprendeu a ouvir “não”. Quantos homens e mulheres de poder que vivem a fantasia narcísica de dominadores.

Certa vez, Freud visitou os EUA (1909) e disse que o povo norte-americano tinha um “desejo obcecado” por dinheiro, os considerou selvagens por querer ser melhores que todos os povos (puritanos e otimistas). A obsessão pelo sucesso rápido e o otimismo superficial demonstrava imaturidade emocional e puritanismo hipócrita. Não gostavam de intelectuais e não financiavam o pensamento, pois tinham medo de serem questionados. Argumentava que ao tentar uma sociedade baseada no puritanismo, pragmatismo e bem–estar material, a cultura norte-americana não conseguia aprofundar a complexidade do ser humano. Por isso, não inspirava causas humanistas, mas sempre o amor ao dinheiro e ao poder. Esse é o Mal-Estar na cultura e na civilização ocidental capitalista.

Essa posição freudiana se alinha com a espiritualidade bíblica de “quebrar o arco de guerra, abrir mão dos cavalos e o melhorar a vida interior”. A verdadeira paz começa quando o eu renuncia a ilusão de que precisa ser onipotente. É fundamental sair da lógica do domínio para a lógica da alteridade. A teologia do domínio se dá na sensação de uma falsa transcendência, que reproduz os esquemas de poderes humanos (verticalidade), onde Deus é apresentado como um narcisista perverso e dominador.

Do narcisismo à vulnerabilidade. A “virada teológica” se dá com ouvir os profetas e o próprio Filho de Deus, mas também com a teologia paulina do “segundo Adão”, que é Jesus, que subverte toda a lógica de poder para escolher mansidão e humildade. Viver sobre a lógica da carne significa estar preso no automatismo de repetir violência com violência. A vida “Nova no Espírito” significa assumir o julgo suave da mansidão, que não tem nada de submissão, mas de firmeza interior.

O profeta Zacarias ao falar do rei montado num jumentinho nega a estética militar e politica de todo o imperialismo como viés teológico e nos chama para viver a espiritualidade da paz. Se quisermos entender Deus é fundamental “sair do eixo do poder” para o “eixo do amor e serviço” que reconhece o valor do ser humano e não adere à lógica da obsessão de controle.

Quem atua na lógica do domínio não escuta, apenas projeta suas certezas e querer sobre os outros. O outro passa a ser um objeto a ser vencido e manipulado. A espiritualidade da Aliança ensina a reconhecer a existência do outro em sua própria subjetividade. Quebramos a lógica do colonizador quando compreendemos que ninguém manda em ninguém e quando acolhemos e respeitamos o outro. Já aprendemos isso? Como vivemos isso em família? E na Igreja? E na vida social? E na politica?

Na cultura das “redes sociais” encontramos, com frequência, a tentativa de domínio disfarçada de “influenciadores” ou “pessoas dando opiniões” absurdas sobre os outros. Um imperialismo odioso disfarçado de falsa democracia e gente de bem: xenofobia, homofobia, aporofobia, racismos, etc.

A 2ª Leitura (Rm 8, 9. 11-13) nos recorda que o Espírito de Deus que habita em nós (o mesmo Espírito da Criação, dos Profetas, da Encarnação, da Ressurreição…) fez-nos ressuscitar das obras da morte, dos impulsos do egoísmo (obras da carne). A santidade de Deus é, em nós, quando a luz das boas obras de Deus (misericórdia) atua nossa condição carnal: “Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem e os vossos santos com louvores vos bendigam!” (Sl 144(143), 10).

O Evangelho (Mt 11, 25-30) é uma profunda e linda louvação ao Deus que é Pai. Jesus louva o Pai com o perfeito louvor dos pequeninos (cf. Sl 8). Deus não escuta os arrogantes, os perversos, os dominadores que roubam a consciência e a liberdade, mas os excluídos, os pequenos e os pecadores. Deus fez questão de nos dizer, pelos lábios de Jesus, que Ele não caminha com presunçosos, mas atua na história de libertação dos excluídos.

Para falar da grandeza da humildade ao Filho, Deus o fez nascer numa periferia, no território pagão onde estado e religião preferem, muitas vezes, passar longe ou mesmo explorá-los financeiramente. Será que os pais ensinam isso a seus filhos? A Galiléia é o lugar teológico de Deus e a mansidão e humildade são as virtudes de caráter do cristão.

Como estamos acostumados em admirar personagens grandes e poderosos e fazemos deles nossos influenciadores, então, tudo se torna estranho na compreensão do evangelho de Jesus. Aprender com Jesus exige não só aulinhas de catequese, mas um deslocar-se de nossas posições e interesses. Estar ao lado dos que estão massacrados, cansados e oprimidos não tem sido muito nossas pautas pastorais porque nosso caminho nem sempre é o de Jesus. Seguir Jesus e carregar sobre nós o fardo da doçura (na defesa do ser humano) é um dom da vida Nova do Espírito.

“Eu te louvo, ó Pai” (v.25). Essa é a louvação e a sabedoria dos humildes. Essa é a decisão de Deus, revelar-se aos pequenos. Quando aprenderemos isso? Você tem espiritualidade? Você tem a paz de Jesus?

Boa semana!

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Campus Cuité da UFCG sedia oficina do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Nordeste

 Oficina reuniu especialistas para definir indicadores e metas que orientarão a conservação de 78 espécies ameaçadas de anfíbios e répteis do Nordeste brasileiro.




O Campus Cuité da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) sediou, entre os dias 30 de junho e 2 de julho, a Oficina de Elaboração de Indicadores e Metas do 3º Ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna Ameaçada do Nordeste (PAN Herpetofauna do Nordeste). O encontro reuniu colaboradores envolvidos na elaboração de indicadores e metas que orientarão o monitoramento das ações de conservação de anfíbios e répteis ameaçados ao longo dos próximos cinco anos.


Os Planos de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PANs) representam uma das principais estratégias para a conservação da biodiversidade brasileira. Elaborados de forma participativa, os planos estabelecem objetivos, e ações prioritárias para conservação de anfíbios e répteis ameaçados e seus habitats. Os indicadores e metas são instrumentos essenciais para a gestão do PAN, pois permitem avaliar a efetividade das ações propostas contribuindo para aprimorar a tomada de decisão e fortalecer as estratégias de conservação da herpetofauna ameaçada do Nordeste.

Coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (ICMBio/RAN), o PAN Herpetofauna do Nordeste reúne uma ampla rede de instituições parceiras, incluindo universidades, órgãos governamentais, organizações da sociedade civil e especialistas de diversas áreas. O plano abrange 78 espécies de anfíbios e répteis ameaçadas de extinção registradas na região Nordeste.


O encontro reuniu colaboradores envolvidos na execução do plano, para construir, de forma colaborativa, os indicadores e as metas que orientarão o monitoramento das ações de conservação ao longo dos próximos anos.

Ascom evento