terça-feira, 1 de setembro de 2026

É SETEMBRO OUTRA VEZ, É TEMPO DE VOLTAR

 


Flauberto Fonseca

São 225 anos! Fé que atravessa séculos!

Sob o manto das Mercês, a Serra se levanta em oração!

É setembro outra vez, e o coração bate mais forte. É tempo de voltar.

Tempo de filhos e filhas que estão longe, que a Mãe chama ao seu encontro!

Abram as portas, acendam as luzes, estendam a mesa! Porque nossa gente está voltando pra casa, pra celebrar a divina presença dela entre nós.

Ela espera por todos de braços abertos em sua morada para juntos celebrarem o seu mês de louvores, cânticos e muitas orações.

Vem sentir a emoção da SERENATA no dia 05, que vai rasgar a noite e tomar as ruas da cidade com amor e saudade!

Vem pra CAVALGADA do dia 12, fé dos cavaleiros e amazonas, poeira de estrada, tradição que não morre, em honra à nossa Mãe!

Vem dançar a vida no BAILE DO REENCONTRO, dia 19! Aquele abraço que você espera o ano inteiro você receberá e aquelas memórias saudáveis que você carrega consigo com certeza vai ter com quem compartilhar e reavivar entre amigos e amigas de outrora.

E no dia 24, todos juntos, num só coração, na PROCISSÃO pelas ruas da cidade, para entregar aos pés da Mãe das Mercês nossas dores, nossos agradecimentos e nossa devoção, encerrando com a Santa Missa Solene.

São 225 anos, não são só histórias. São milagres, são lágrimas, são promessas pagas e, acima de tudo, fé e devoção!

Cuité e toda região: venham! Nossa Mãe Senhora das Mercês nos chama!

Sob o manto das Mercês, seguimos unidos em oração e devoção!

Em setembro, todos os caminhos nos levam ao encontro da Nossa Mãe Senhora das Mercês.

Flauberto Fonseca

domingo, 30 de agosto de 2026

Padre Edjamir Silva Souza: –Não nos conformemos com este mundo desumano

 



Temos refletido o quanto a lógica de Deus é diferente da nossa e o quanto esses parâmetros do Reino eles são bonitos, mas desafiadores. O 22º Domingo do Tempo comum (A), domingo que rezamos e agradecemos pela vocação de nossos queridos catequistas, a Palavra nos diz: NÃO NOS CONFORMEMOS COM ESTE MUNDO.

Na 1ª Leitura (Jr 20, 7-9) escutamos Jeremias fazendo uma memória de, quando ainda muito cedo, recebendo o chamado para ser profeta. Sua missão durou 40 anos na sua cidade natal (Jerusalém). Foi um período de grave crise politica e espiritual no reino de Judá que vivia sobre ameaça de corrupção moral e religiosa do povo.

Os Babilônicos ganhavam força, destruíram os Assírios e dominaram a Palestina. A soberania do povo de Israel era mais uma vez ameaçada e destruída por outras nações. O povo abandonou a aliança com Deus adotando falsos ídolos como (Baal), confiando apenas no altar e no templo, enquanto viviam em desobediência.

Onde tem idolatria, tem injustiça social. Haviam muitas injustiças cometidas contra os mais vulneráveis. Num tempo de muita instabilidade as pessoas se agarraram ao Templo com a falsa sensação de segurança, pois o povo sempre achou que ali seria a grande jogada espiritual e nacionalista contra a invasão de outros povos. Mas, o profeta lembra ao povo que a fidelidade está necessariamente no que eles aprenderam com a escuta da Palavra (lei) e não em construções humanas (exterioridade). Para que tantas peregrinações ao Santuário se o povo não aprende a Aliança.

Jeremias, conhecido como o “profeta chorão”, enfrentou rejeições, perseguições e prisões pelos próprios lideres e sacerdotes de seu povo. Denunciou alianças politicas que punha em risco a soberania do povo, É um tipo de profecia que mexe com os interesses dos grandes, mas também com as inconstâncias e infidelidade do povo.

Todo mundo dizia que Jeremias só dizia coisa ruim, que era muito pessimista, que só desejava coisa ruim para o povo. Por isso, todos se afastaram dele (familiares e amigos). Ele conheceu de perto a solidão e ao abandono. Defendeu quem o abandonou. Foi acusado de traição por não querer compactuar com determinadas alianças que punha em risco a boa soberania de seu povo e fidelidade à aliança.

Vemos em Jeremias um profeta que abraçou com amor a sua missão. Era um homem sensível, da paz, cordial, não era de muito confronto/embate, mas isso teve um preço muito alto, pois ele viu o povo debochar daquilo que ele anunciava e nem querer ouvi-lo. Contudo, ele escuta de Deus: “Dou-te hoje o poder sobre as nações e sobre os reinos para arrancares e demolires, arruinares e destruíres, edificares e plantares” (Jr 1, 10). Não é uma missão fácil anunciar os autênticos valores do Reino frente à cegueira e vaidade do povo e a ambição de suas lideranças que esquecem a Aliança, mas acham que os templos de pedras vão salvar o povo. A Palavra e a historia já nos ensinaram que igrejas lotadas e templos enfeitados não quer dizer, necessariamente, fidelidade a Deus.

Jeremias recebeu de seu povo e seus familiares o abandono, desprezo e a solidão. E nessa hora ele experimentava momentos de tristeza e amargura. Às vezes, suas orações estavam cheias de sinceridade e amargura num dialogo duro com Deus e isso chegava às suas pregações, pois elas são verdadeiros desabafos. O trecho de hoje é um desabafo e quase uma denúncia contra Deus: “Seduzistes-me”, “Me entreguei as tuas promessas envolventes”, mas “olha o que obtive como prêmio”, “sua Palavra é para mim uma fonte de vergonha e chacota”, “você me abandonou”, “deixou-me entregue a esse povo”, “não quero mais falar teu nome”.

Mas, Jeremias não consegue seguir adiante com esse projeto, pois a Palavra de Deus que está dentro dele é muito mais forte. Ele não consegue pedir demissão de sua missão. Ele mantém firme a esperança de um dia encontrar, pessoalmente, com esse Deus que lhe seduziu e que está fortemente instalado em seu coração.    

Enfrentar situações de injustiça nunca foi fácil, alguns enfrentam e levam o nome de profetas, alguns desistem, outros transformam seu ministério em frivolidade, exterioridade religiosa, preferem o zelo pelo templo de pedra (como única identidade religiosa) do que se sujar com os cuidados do povo. O próprio povo, muitas vezes, esquecendo-se da aliança torna sua caminhada de fé uma coisa fútil e banal (terreno fértil para idolatria e regimes autoritários como a Assíria, Babilônia, etc).

Quando vemos cristãos favorecendo o enriquecimento de privilegiados ao preço da miséria de muitos, quando escutamos comentários debochados de pessoas que não tem compromisso social com o povo, mas apenas com a sua fantasia de burguesia, um mundo que não cuida bem das crianças, dos idosos, dos doentes (porque eles são despesas e não produzem nada de riquezas para sustentar empresários), dos em situação de baixa renda, isso brada o céu. Dar voz a quem não é ouvido, cuidar bem dos pobres e excluídos é uma luta cansativa, mas envolvente e divina: “Seduzistes-me, Senhor”.

Temos consciência disso? Qual o lugar que a Palavra de Deus ocupa em nós e o quanto a gente a ama? Quantas contrariedades suportamos por causa da Palavra de Deus? 

Na 2ª Leitura (Rm 12,1-2) continuamos a ouvir Paulo nos instruindo sobre a salvação em Cristo. Viver os ensinamentos de Jesus é culto VIVO, SANTO E AGRADÁVEL a Deus. Oferecer-se inteiramente a Deus é também saber fazer uma escala de valores nas coisas que me colocam dentro da dinâmica do Reino e as coisas injustas que me distanciam dele. O cristão deve ter o bom senso daquilo que o fecha no seu egoísmo e pecado. Sem mudança de coração e mentalidade não há coerência. Para onde Deus está apontando teu caminho? É a Palavra de Deus a causa de tua alegria ou os ritualismos frívolos? O culto que Deus quer de nós é uma vida santa vivida no amor e doação. Que culto estamos prestando a Deus?

No Evangelho (Mt 10,21-27) a Cruz está mais próxima de Jesus e a catequese dela é mais frequente. Jesus viu as multidões que o seguiam deixando ele para traz, às líderes e boa parte do povo já tinha demonstrado rejeição ao projeto de Jesus. Um pequeno grupo ainda resiste ao lado Dele. A catequese da cruz não é atrativa.

Jesus tinha clareza que os confrontos que ele teve lhe serão causa de crucificação, mas Ele não se demite de sua função e, ainda, continua a catequese da cruz. Pedro, faz resistência não concordando com esse final e lhe faz uma dura oposição. Os discípulos querem triunfo e sucesso, mas Jesus lhes oferece outra lógica.

O plano de Deus não passa por este esquema de triunfos humanos e domínios, mas por uma entrega as pessoas até ultimas consequências. Pedro reproduz aquelas tentações que Jesus enfrentou no deserto contra os planos de satanás. E Jesus lhe dá a mesma resposta que deu a satanás: “vai para longe, satanás” (16, 23). As ideias e as palavras de Pedro são as mesmas das tentações e a intenção de distanciar Jesus do seu projeto é a mesma.

Jesus diz aos discípulos que quem deseja segui-Lo, deve renunciar a si mesmo e tomar o caminho da cruz (projeto de serviço). Se a existência do discípulo não fosse um dom para a humanidade, então, não faz sentido segui-Lo. Uma vida centrada em si mesmo, que vive só suas aspirações, não tem coerência com o REINO DE DEU Deus. Quem vive a lógica do Reino de Deus, ganhará a vida eterna e essa é uma realidade que dura uma vida inteira para aprendermos.

Boa semana!

Edjamir Silva Souza

Padre e Psicólogo

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Cuité apresenta ações ambientais durante simpósio nacional sobre arborização urbana

 


Município participou do 2º Simpósio Brasileiro de Cidades Árvores do Mundo, realizado em Cubatão (SP).

O município de Cuité, no Curimataú paraibano, participou do 2º Simpósio Brasileiro de Cidades Árvores do Mundo, realizado em Cubatão, São Paulo. Representando o município, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafael Pimenta, participou do evento como palestrante e apresentou ações desenvolvidas nas áreas de arborização urbana, sustentabilidade e gestão ambiental.

Durante a programação, foram apresentadas iniciativas que contribuíram para o reconhecimento de Cuité como Cidade Árvore do Mundo (Tree Cities of the World) e para a conquista do título de Cidade Amiga das Árvores, concedido pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU).

A participação no simpósio possibilitou o intercâmbio de experiências entre gestores, pesquisadores e profissionais de diferentes regiões do país, além de ampliar a discussão sobre arborização urbana, sustentabilidade e construção de cidades mais resilientes.

Segundo Rafael Pimenta, a participação no evento representa uma oportunidade para apresentar as experiências desenvolvidas em Cuité e fortalecer o diálogo sobre políticas ambientais.



A presença do município no encontro também contribui para a divulgação das ações de arborização e gestão ambiental desenvolvidas localmente, inserindo Cuité nas discussões nacionais relacionadas à sustentabilidade e à arborização urbana.

Portal da Serra de Cuité

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Cuité realiza Dia D de vacinação antirrábica neste sábado

 


A Prefeitura de Cuité realiza neste sábado (29), o Dia D da Campanha de Vacinação Antirrábica. A ação será destinada a cães e gatos que estejam aptos a receber a vacina e ocorrerá das 8h às 17h, em quatro pontos distribuídos pelo município.

“A vacinação antirrábica é uma das principais medidas de prevenção contra a raiva, doença grave que pode atingir animais e seres humanos. Imunizar cães e gatos contribui para reduzir a circulação do vírus e proteger também a saúde da população”, explica a coordenadora de vigilância ambiental do município, Cintia Dayane. 

Para participar da campanha não é necessário apresentar a carteirinha de vacinação do animal. Os pontos de vacinação em Cuité são: UBSF Ezequias Venâncio dos Santos, UBSF Diomedes Lucas de Carvalho, Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade e o Centro de Cães e Gatos.

Ascom