
Duas Paróquias da Diocese de Campina Grande, neste
dia 24, encontram-se em festa, trata-se da Paróquia de Nossa Senhora das
Mercês, em Cuité, e a Paróquia de Nossa Senhora da Guia, em Queimadas. Ambas,
festejando a Mãe de Deus sob a invocação dos títulos das Mercês e da Guia.
Para celebrar estes momentos festivos, as Paróquias
acolheram o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que participou e
rezou a Santa Missa em cada uma delas. Pela manhã, às 9h, o Bispo esteve na
Forania do Curimataú e celebrou em Cuité, foi acolhido com entusiasmo pelos
Padres Severino e Bruno e por toda a comunidade. À tarde, por volta das
17h, o Bispo encerrou os festejos em Queimadas, sendo também acolhido com muita
alegria, pelos Padres Francisco Evaristo, Fabiano Cruz e Rômulo Remígio.

Refletindo sobre a simplicidade de Nossa Senhora, o
Bispo de Campina Grande falou que a condição de Maria, serva e obediente à
vontade de Deus, a fez grande em comunhão com o seu Filho, Jesus Cristo.
“Toda a vida de Maria, de cujo seio se desprendeu e
brilhou a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo, se desenrola em
comunhão íntima com Jesus. Levando, na terra, uma vida semelhante à do comum
dos homens, cheia de cuidados domésticos e de trabalhos, ela, a todo momento,
se mantinha unida a seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Permanecendo sempre
na intimidade com o ministério do Redentor”, disse.

O Evangelho pregado pelo Bispo, foi do evangelista
João, que conta a história de Maria aos pés da cruz de seu Filho; uma cena
muito conhecida e cheia de sentido, pois, Jesus entrega o Discípulo amado à sua
Mãe; e nos ensinamentos trazidos por Dom Dulcênio, este episódio diz respeito
ao cuidado de Jesus por sua Mãe.
“Maria é colocada no momento mais importante do
Evangelho. Esta cena deve ter mais do que simples importância filial, isto é, o
cuidado de Jesus por sua Mãe na hora de sua morte. A mulher pode significar a
Mãe Igreja e o discípulo amado todos os discípulos chamados a seguir na
obediência extremosa do Senhor. Quando à Mulher-Mãe-Igreja e à figura do
discípulo é acrescentado o Espírito que Jesus entrega, aí Jesus foi
glorificado, e no sangue e na água, que são sinais da Eucaristia e do Batismo,
a comunidade cristã é revelada”, explicou.

Acerca do papel de Nossa Senhora aos pés da Cruz, o
Bispo ensinou que, possivelmente, o evangelista João quis apresentar dois
sentidos: primeiro como símbolo feminino da Mãe Igreja, e segundo como o sinal
da vitória feminina, em que Maria substituiu a antiga imagem bíblica de Eva.
“A primeira conotação é que Maria cuidará dos
discípulos e será cuidada. A segunda, é o sinal de uma mulher
vitoriosa enfatizando a contribuição feminina para a salvação. Eva
foi substituída pela Ave Maria vivificante”, ensinou.

Ao final da sua homilia, o Bispo chamou a atenção
para a importância da oração do Santo Terço e de uma verdadeira devoção
mariana; e suplicando pediu a proteção de Nossa Senhora para os tempos
difíceis:
“Amado povo, a devoção mariana, particularmente
pela recitação do Rosário em nossas famílias, em nossas comunidades, em nossas
paróquias e também em nossos trabalhos, nos ajudará neste momento de pandemia
que estamos atravessando. Nossa Senhora, nos ensinará, como sempre nos ensinou,
a fazer a vontade do seu Filho, Jesus. Recorramos à Mãe de Deus, para que ela
nos ensine, pela sua verdadeira devoção, à imitação das suas virtudes, nos
educando a fazer a vontade de Deus e a rezar nas necessidades da Igreja,
especialmente em tempos difíceis”, concluiu.
Com Ascom - Fotos: Pascom


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